O que é PSIG e PSIA?

Um dos maiores percalços no caminho de alunos de cursos da área técnica, sobretudo engenharia é a questão de unidades, ou o que é chamado "Transformação de Unidades".

Por convenção e acordos entre as comunidades científicas, o Sistema Internacional de unidade, o SI é o padrão adotado. 

No entanto, ainda existem muitos sistemas de unidades em uso, principalmente o Sistema Inglês, também chamado de Sistema Britânico de unidades, no qual está inserido o PSI. 

PSI é a abreviação de "Pound Square Inch" que traduzindo para o português, temos "Libras por polegadas quadradas". 

Trata-se de uma unidade de pressão, a mesma que vulgarmente no postos, os leigos, chamam de "libras", o frentista pergunta, "quantas libras para calibrar o pneu?" e o motorista responde "Coloca 30 libras, por gentileza". O correto seria 30 libras por polegadas ao quadrado.

Aprofundando um pouco o assunto, em literaturas técnicas produzidas em países que utilizam ainda muito frequentemente o sistema inglês, como os Estados Unidos da América, é comum o aparecimento do termo PSIG e PSIA que gera dúvida até entre muitos técnicos e engenheiros.

PSI nós já discorremos a respeito, mas o que seria essa G ou A que aparecem na unidade de pressão?

G é a abreviação de "Gauge", do inglês, manômetro ou manométrico, enquanto A é abreviação de "absolute", que podemos traduzir como "absoluto".

Essas letras são utilizadas para identificar se a escala de pressão utilizada é a escala absoluta ou manométrica. Esta é a medida de pressão feita a partir da pressão atmosférica e por isso também recebe o nome de pressão relativa, enquanto aquela é a medida de pressão feita a partir do zero absoluto.

Podemos fazer uma relação entre a pressão absoluta e pressão manométrica, a saber:

Pressão Absoluta = Pressão manométrica + pressão atmosférica

Assim quando temos PSIA, trata-se da pressão absoluta enquanto PSIG da pressão manométrica medida em PSI ou libras por polegadas quadradas.

Na literatura produzida no Brasil, é comum a identificação apenas da pressão absoluta, com o uso do "abs", por exemplo, "pabs = 100 kPa" (lê-se: pressão absoluta igual a cem quilopascal). Quando não há nenhum identificação adicional, por convenção, trata-se da pressão manométrica, por exemplo, "p = 100 kPa (lê-se pressão manométrica igual a cem quilo pascal, ou simplesmente, pressão igual a 100 quilo pascal);


Escrito por: Micelli Camargo
Engenheiro Mecânico pela Universidade Federal de Itajubá - UNIFEI.
MBA Executivo em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas - FGV
Especialização em Metodologia do Ensino Superior pela Uniderp

Engenheiro de vendas e aplicação com 13 anos de experiência em vendas técnicas, e professor produtor nos Cursos Engenharia e Cia.

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VIBRAÇÕES MECÂNICAS



CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
O curso Vibrações Mecânicas é composto por mais de 200 vídeos, distribuídos em 8 módulos, num total de mais 50 aulas. Cada aula está organizada em parte teórica e e exercícios.
Para ilustrar os conceitos apresentados, ao final de cada módulo, , teremos as aulas práticas, que consistem em experiências simples mas muito esclarecedoras, onde serão utilizando objetos do nosso dia a dia, permitindo assim sua fácil reprodução pelo aluno.
Também temos alguns exercícios que serão resolvidos com o auxílio do software Scilab,  é um software científico livre para computação numérica semelhante ao Matlab que fornece um poderoso ambiente computacional aberto para aplicações científicas.
Veja mais detalhes:
Seção 1: Introdução as Vibrações Mecânicas
Veremos nessa seção os aspectos históricos e os fundamentos das vibrações, dando ênfase as definições de conceitos e propriedades essenciais ao estudo da disciplina, tais como bem como, revisando os aspectos importantes das funções harmônicas.
Seção 2: Vibração Livre em Sistemas com um Grau de Liberdade
Estudaremos as vibrações livres em sistemas com 01 grau de liberdade, tais como vibrações livres não-amortecidas e amortecidas.
Seção 3: Vibrações Forçadas com uma Excitação Harmônica
Será a vez do estudo dos sistemas com vibrações forçadas por uma força de excitação harmônica, também em sistemas com 01 grau de liberdade.
Seção 4: Vibrações Forçadas com Excitações Gerais
Abordar-se-á  as vibrações sob condições forçantes gerais.
Seção 5: Vibrações em Sistemas com Dois Graus de Liberdade
Veremos os sistemas com dois graus de liberdade.
Seção 6: Vibrações em Sistemas Contínuos
Estudaremos os sistemas contínuos.
Seção 7: Controle de Vibrações
Abordaremos o controle de vibrações.
Seção 8: Medições de Vibração
Veremos as medições de vibração e suas aplicações práticas.

PARA MAIS INFORMAÇÕES, ENTRE EM CONTATO:

EMAIL: cursosengenhariaecia@gmail.com

WHATS APP: (11) 98482 7250 




COMO FAZER SEU TCC EM APENAS 7 ETAPAS


Eu atuei como professor numa faculdade para um Curso de Engenharia Mecânica durante 5 anos e nesse período pude acompanhar muitos alunos, desde dos anos iniciais até a conclusão do curso.

Mais recentemente, a pouco mais de um ano, iniciei um outro projeto, a Criação de um Canal no YouTube direcionado a alunos de engenharia em geral, tendo já disponibilizado aulas de Mecânica dos Fluidos, Termodinâmica e Estática, além de outros vídeos de curiosidades técnicas. Tal projeto trouxe um aumento expressivo na quantidade de alunos com os quais mantenho algum tipo de contato.


Percebi que uma grande maioria dos alunos, sejam aqueles do curso presencial ou esses que assistem as minhas aulas no Youtube, tem o Trabalho de Conclusão de Curso, o TCC como uma grande incógnita ou algo muito complexo de ser realizado.

Muitos ficam perdidos diante do desafio e em meio a tantas informações disponíveis, sobretudo, na internet. 

A pressão para a finalização do curso vem de todos os lados, faculdade, amigos, família e principalmente de nós mesmo, o que torna o desafio ainda mais estressante.

Com o objetivo de ajudar a cada um que me procura comecei a estuda mais a fundo esse tema, pesquisei trabalho de outros professores, analisei os relatos dos alunos e comparei com minha experiência própria, pude perceber que fazer um TCC não é complicado, o grande problema está na metodologia (ou ausência dela), que aplicamos.

Pensando nisso, cheguei a conclusão que com apenas 7 etapas é possível avançar muito com o TCC, principalmente, nas questões que acabam demandando muito tempo, como a pesquisa de referenciais teóricos, tema ser escolhido, entre outros.

São eles:

Etapa 01) Menos é Mais

Não é verdade que quanto mais tempo disponível, melhor!!! 

Faça uma reflexão sobre todos os trabalhos que você teve que fazer. De 70 a 90 % do trabalho foi executado nos últimos dias do prazo final

Quanto mais tempo temos, mais adiamos as ações que precisam ser tomadas.

O mesmo vale para a quantidade de informações. Comece analisando poucos materiais, 2 livros no máximo. A medida que tiver necessidade, busque uma nova fonte. A maioria dos livros sobre uma determinado tema falam a mesma coisa, o que muda é a abordagem ou forma de falar, mas a essência é a mesma.


Etapa 02) Escolhendo o Tema em 3 Passos

Embora pareça simples, definir o tema nem sempre é uma tarefa fácil, principalmente, com a abrangência que alguns assuntos tem.

Pedir opinião para outras pessoas então, pior ainda, pois como diz o ditado: "Cada cabeça uma sentença".

Para facilitar, siga os 3 passos:

Passo 01: Escolha um assunto do qual você goste ou tenha afinidade.

Trabalhar com assuntos que temos interesse ou gostamos é muito mais fácil, não é verdade?

Passo 02: Existem informações disponíveis ou de fácil acesso sobre o assunto?

Se você gosta muito de Naves Espaciais, por exemplo, mas as informações sobre o tema são escassos ou confidenciais, você terá muita dificuldade para falar sobre o tema. 

Passo 03:  O Assunto tem relevância?

Existem assuntos que são de interesses de poucas pessoas, nesse caso, encontrar um orientador que esteja disposto a ajudar pode ser um problema. Ou, a faculdade pode não aceitar o tema em questão.

Resumindo essa etapa, você deve responder as 3 perguntas:
  1. O que me interessa ou pode ser útil para minha vida?
  2. Existe conteúdo disponível sobre o assunto?
  3. Esse assunto é relevante?
Ilustrando essas perguntas, fica: 
Agora ficou mais fácil, não?

Etapa 03) Não Busque Referencial Teórico Antes de Definir Sobre o Que Irá Falar

Um erro bastante comum dos alunos é tentar encontrar um trabalho de modelo cujo tema seja idêntico ao seu. Além de ser difícil encontra algo parecido, você corre um sério risco de cair em "Plágio" e ser reprovado.

Jamais utilize o Wikipédia como fonte de informação. Essa fonte não é confiável.

Posso trazer um testemunho meu da época de professor: 

Perguntei certa vez numa avaliação, o que era "Escorvamento de Bomba" (não é escovamento, é escorvamento com R mesmo). 


Acontece que a bomba na questão da prova é aquela para bombeamento de líquidos, como uma bomba d'água, e não de uma bomba que explode, ou seja, a resposta não tem nada a ver com o assunto e é claro, todos tiraram zero na prova (kkkk). 

Agora imagina você ser reprovado no TCC por uma coisa dessas.

DICA: Caso você recorra a internet para pesquisa de assuntos acadêmicos, utilize o Google Acadêmico que lhe trará informações fidedignas.

Etapa 04) Defina Objetivos Específicos

É muito comum dizermos que não sabemos sobre o que escrever no TCC o que é perfeitamente compreensível, afinal, corresponde a 70% do trabalho. 

Essa questão é diretamente relacionada a estrutura básica do TCC.  Enquanto o problema de pesquisa e os Objetivos não forem definidos, a dúvida irá continuar. O Problema de pesquisa é a questão central a ser investigada no trabalho e os objetivos específicos a etapas de desenvolvimento dessa investigação. Sendo assim, os Objetivos Específicos, uma vez definidos, dizem claramente ao estudante o que ele deverá escrever no TCC.

Em outras palavras, Objetivos Específicos = Conteúdo do TCC.

Você pode estar pensando: "Como Assim?"



Os objetivos específicos são as etapas para alcançar o seu objetivo geral. E o conteúdo do seu TCC depende dos seus objetivos específicos, porque os capítulos do seu trabalho correspondem ao desenvolvimento dos seus objetivos específicos.



Mas como fazer os objetivos específicos? Primeiro, explicando os conceitos básicos do seu objetivo geral, depois, partindo para os resultados da pesquisa.


Vamos dar um exemplo:

Objetivo Geral: Identificar o impacto da gestão de reposição de estoques sobre os custos de armazenagem da empresa X. 

Objetivos Específicos: 
  1. Conceituar logística e gestão de estoques; 
  2. Apresentar os principais custos relacionados à armazenagem; 
  3. Analisar os impactos diretos de uma gestão eficaz da reposição de estoques sobre os custos de armazenagem.

Etapa 05) Elaboração da Introdução

Acredito que todos nós já ficamos diante do computador por muito tempo sem saber por onde começar e o que escrever.

A Introdução, nada mais é do que a própria apresentação prévia do trabalho. Ela deve ter:
  1. Apresentação do Tema
  2. Delimitação do Tema e Justificativa para a Escolha
  3. Problema a ser Analisado
  4. Objetivos


A Apresentação não pode ser jogada, de qualquer jeito. Ela deve ser apresentada em um contexto, uma vez que o leitor pode não conhecer o assunto em questão.



A restrição do tema, para que ele possa ser investigado e justificado, ou seja, porque investigar o tema, qual é a importância do seu assunto. Você precisa convencer o seu leitor de que o seu tema é mesmo importante



O Problema será a base de todo o conteúdo do seu TCC. O problema é a pergunta de pesquisa que você vai responder.



Por fim, o Objetivo Geral é o seu problema na afirmativa e com um verbo à frente: identificar, analisar, avaliar… e os objetivos específicos são as etapas para alcançar o seu objetivo geral.)



Etapa 06) Desenvolvimento 


O desenvolvimento do seu TCC deve possuir capítulos diretamente relacionados ao seus Objetivos Específicos, sendo cada capítulo um objetivo específico que foi previamente determinado.



Aqui você irá apresentar as informações da sua pesquisa e analisá-la



Pode parecer estranho o que acabamos de colocar mas apresentar e analisar são tarefas distintas.



Apresentar é apenas disponibilizar a informação enquanto analisar corresponde a apresentar causas e efeitos, assim como consequências. Por exemplo: "Um gráfico apresentado onde 60% dos compradores do produto X são mulheres é só a apresentação de uma informação, mas dizer o que isso pode impactar na estratégia de vendas do produto será uma análise.

Etapa 07) Cuidado com o Control C | Control V

Na ansiedade de terminar o trabalho, muitos alunos se aventuram a copiar diretamente textos prontos que ele localiza na internet ou até mesmo em trabalhos similares feitos por outros alunos anteriormente e disparam no Control C Control V sem critério algum.

Além de uma prática questionável, muitos não se dão ao trabalho de editar para fazer a concordância gramatical e a coerência dos textos e pior, mantém a formatação original de cada texto utilizado, com tamanho de letras e fontes diferentes, mostrando um grande descaso com o trabalho.

Procure, sempre escrever seus próprios textos para dar mais credibilidade e identidade ao trabalho.

Finalizamos aqui nossas dicas, deixando para você como dica, o curso do prof. Amilton TCC Sem Drama que me ajudou bastante na elaboração do meu TCC do MBA Executivo em Marketing que finalizei no início desse ano pela FGV.

 

Escrito por: Micelli Camargo
Engenheiro Mecânico pela Universidade Federal de Itajubá - UNIFEI.
MBA Executivo em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas - FGV
12 anos de experiência em vendas técnicas, sendo 6 numa multinacional do setor de vedações industriais e mais de 6 anos ministrando aulas em um curso de engenharia mecânica.

Atua no atendimento de empresas químicas, petroquímicas, farmacêuticas, alimentícia, papel e celulose, entre outras.

Para mais informações sobre a metodologia: Como fazer um TCC?:  


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#30 Como Calcular a Força Exercída por um Fluido em Uma Redução | Mecâni...

Como Calcular a Força Exercida por Um Fluido - Equação da Quantidade de Movimento


A partir dos Princípios da Equação da Quantidade de Movimento podemos desenvolver uma equação para cálculo que um escoamento de um fluido exerce sobre uma superfície.

Na aula anterior chegamos a seguinte formula:
Onde:


  • FS = Força exercida pelo fluido na superfície dada em (N)
  • p = pressão dado em (Pa)
  • A = área da seção dada em (m^2)
  • v = velocidade média na seção dada em (m/s)
  • m. = vazão em massa dada em (kg/s)

Iremos, nessa aula, aplicar essa equação a um escoamento num conduto horizontal com redução, conforme ilustrado:

Figura 01: Conduto Horizontal com Redução Gradual de Seção
Para essa aplicação iremos adotar as seguintes hipóteses:


  1. H1: Escoamento em Regime Permanente
  2. H2: Propriedades Uniformes nas Seções
  3. H3: Fluido ou escoamento Incompressível
  4. H4: Desprezar os efeitos do peso do fluido.
Sendo a seção (1) a de entrada e a seção (2) a saída, podemos ilustrar o problema através do esquema seguinte:
Figura 02: Esquema do Problema com as velocidades e vetores unitários nas seções
Fazendo as projeções das velocidades e vetores unitários nas direções x e y, vem:

Essas equações podem ser aplicadas a qualquer conduto com redução, independentemente do formato da seção, desde que seja horizontal.


Caso preferir, assista a vídeo aula 30 a seguir:


Bibliografia:

  • Franco Brunetti - Mecânica dos Fluidos
  • Fox McDonald - Introdução a Mecânica dos Fluidos
Escrito por: Micelli Camargo
Engenheiro Mecânico pela Universidade Federal de Itajubá - UNIFEI.
MBA Executivo em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas - FGV
12 anos de experiência em vendas técnicas, sendo 6 numa multinacional do setor de vedações industriais e mais de 6 anos ministrando aulas em um curso de engenharia mecânica.

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Como Funciona o Secador de Ar por Refrigeração?


Como Funciona o Secador de Ar Por Refrigeração?


O Ar Comprimido é um tipo de energia muito utilizado, seja nos meios industriais ou numa simples borracharia. Vemos aplicações em máquinas complexas de automação industrial ou numa ferramenta pneumática usada numa linha de montagem automotiva. Sua aplicação é tão diversa que cabe um outro artigo somente para esse assunto.

O seu uso é tão comum devido a facilidade de obtenção do Ar Comprimido, basta possuir um compressor de ar dimensionado para a necessidade a ser utilizada e pronto, o ar já está disponível em qualquer lugar.

Embora o ar esteja disponível e em abundância, sua qualidade nem sempre é a ideal para o uso e por conta disso precisamos tratá-lo para as condições necessárias. O tipo de tratamento dependerá da necessidade em questão que pode ser apenas um método simples de filtragem e/ou uma secagem até processos mais complexos. 

Nesse artigo, abordaremos apenas o processo de secagem, principalmente, por meio de um equipamento chamado "Secador de Ar por Refrigeração".

Mas de repente, você pode estar se perguntando:
  • O ar comprimido é molhado a ponto de ser necessário secá-lo?
  • De onde vem essa água?
As respostas são muito simples, sim, o ar comprimido tem umidade e sua origem é do próprio ar que tem a seguinte composição:
Composição do Ar Atmosférico
Como pode ser visto, existe água no ar na forma de vapor e embora sua proporção seja pequena quando comparado com o nitrogênio ou o oxigênio, mas mesmo essa quantidade pequena pode ser prejudicial nos sistemas pneumáticos.

Secador de Ar é o equipamento cuja finalidade é "secar" o ar comprimido e podemos citar os tipos principais, que são:
  • Secador de Ar por Absorção
  • Secador de Ar por Adsorção
  • Secador de Ar por Membrana
  • Secador por Refrigeração 
Nessa altura do campeonato você deve estar pensando: "- O que controla a transformação do vapor do ar em água líquida?"


Esse fenômeno está relacionado com a umidade relativa que por definição é a relação entre a massa de vapor existente no ar pela massa de vapor de saturação, em outras palavras, é a relação ou divisão, da quantidade de massa que se tem no ar na forma de vapor pela quantidade máxima de vapor de água que o ar tem capacidade de reter.

A umidade relativa é uma propriedade que varia significativamente com a temperatura e para facilitar o entendimento, faremos uma ilustração:

Imaginemos que numa temperatura de 30 graus Celsius, o ar tem capacidade para absorver 10 gotas de vapor mas naquele momento temos apenas 8 gotas, neste caso, temos a umidade relativa de 80%
Digamos que a temperatura caia para 20 graus Celsius e nessa nova situação, o ar passa a ter capacidade de reter no máximo 8 gotas de vapor d'água, nesta nova situação, a umidade relativa será de 80%, conforme indicado abaixo:
Consideremos ainda que a temperatura caia mais uma vez, agora para 10 graus Celsius e nessa temperatura o ar consegue reter no máximo 6 gotas de vapor d'água. Nessa condição, continuaremos com 100% de umidade relativa, no entanto, 2 gotas de vapor irão condensar, conforme ilustrado a seguir:
Esse é o princípio de formação do orvalho que pode ser observado no amanhecer, que notamos a superfície molhada e quando esquenta por ação do sol, a superfície "seca sozinha."

O Secador de ar por refrigeração usa o princípio apresentado acima, um sistema frigorífico promove a redução da temperatura do ar por meio de um trocador de ar até o chamado "Ponto de Orvalho", que é a temperatura mínima que o sistema atinge, nos sistemas mais comuns, essa temperatura é de 3 graus Célsius. Ela recebe esse nome pois é o limite mínimo de temperatura a partir da qual, se for mais reduzida, haverá a possibilidade de formação de água líquida.

Nessa temperatura a capacidade que o ar tem de reter vapor d'água é bastante reduzida, de tal sorte, que o excedente será condensado e capturado por meio de um filtro especial, chamado "Filtro Coalescente", que possui um dreno por meio do qual se pode extrair a água líquida do sistema. 

Como na maioria dos sistemas utiliza-se o ar comprimido a temperatura ambiente, usa-se o ar comprimido frio a 3 graus Celsius para promover o pré-resfriamento do ar quente que sai do compressor, tornando assim um sistema energeticamente mais eficiente. Veja o esquema de um secador de ar na figura abaixo:
Secador de Ar por Refrigeração da HBR Ar Comprimido
 Para melhor entendimento, assista o vídeo explicativo abaixo:
Como Funciona um Secador de Ar por Refrigeração

Escrito por: Micelli Camargo
Engenheiro Mecânico pela Universidade Federal de Itajubá - UNIFEI.
MBA Executivo em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas - FGV
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Aula 19: Como Calcular Momento de Uma Força Usando o Produto Vetorial ?

 Youtube: Engenharia e Cia

Introdução


Uma das aplicações mais frequentes para o uso do produto vetorial é no cálculo de momento de uma força, principalmente, em sistemas tridimensionais.

Vimos na aula anterior que o produto vetorial de dois vetores produz um outro vetor,  cuja direção é perpendicular aos dois vetores que o originaram e o sentido é obtido pela regra da mão direita, já o seu módulo sendo definido pela a multiplicação do módulo de cada vetor e o seno do ângulo formado pelos vetores.

O momento de uma força pode ser calculado através do produto vetorial do vetor posição cuja origem está no ponto de interesse e o vetor força em questão, conforme representado a seguir:
O método para cálculo do produto vetorial é através do determinante da matriz formada pelos vetores unitários i, j e k na primeira linha, pelos componentes do vetor posição na segunda linha e pelos componentes do vetor força na terceira linha, conforme indicado:
Um dos macetes, para o cálculo do determinante da matriz é a repetição das duas primeiras colunas, pega-se cada diagonal e multiplica entre si os seus membros, sendo as diagonais da esquerda para direita com valores positivos e as diagonais da direita para esquerda com valores negativos, indicados respectivamente com as setes vermelhas e azuis, logo abaixo: 
Para mais detalhes sobre a técnica, visite, a postagem anterior: "Aula 18: Produto Vetorial"

Princípio da Transmissibilidade:

Seja um ponto O qualquer, a partir do qual, originam-se vários vetores posição para uma mesma linha de ação de uma Força F, conforme ilustrado abaixo:
O princípio da transmissibilidade nos indica que, independentemente do vetor posição, o resultado do cálculo do momento em torno do ponto O será idêntico, ou seja, podemos pegar para o cálculo qualquer vetor posição que vai do ponto O até a linha de ação da força, assim:

Exercício de Aplicação:

Exercício
Determine o Momento em relação ao ponto O produzido pela força F de 2 kN, indicada na figura. Expresse o resultado como um vetor cartesiano.

Resolução:

Para a resolução de qualquer problema de estática, é imprescindível a elaboração do diagrama de corpo livre (DCL) e em sistemas tridimensionais, os vetores posição de cada ponto, assim, como o vetor unitário que nos informa a direção da força, ficando:

Vetores Posição

       



DCL (Diagrama de Corpo Livre)



Vetores Unitário uAB



Vetor F Cartesiano

O vetor F pode ser representando por um vetor cartesiano através do produto do seu vetor posição unitário uAB e o seu módulo F, conforme:
Resultando:
Uma vez, obtendo um vetor posição e o vetor força F, podemos calcular o momento Mo por meio do produto vetorial:
Vamos montar a matriz para cálculo do seu determinante, ficando:
Resultando em:
Cujo módulo fica:



Finalmente, podemos montar a representação do momento, conforme ilustrado na figura a seguir:
Momento em Torno do ponto O
Para melhor entendimento, assista a vídeo-aula a seguir:
Vídeo-Aula 19: Como Calcular o momento usando Produto Vetorial


Bibliografia:
  • J. L. Meriam e L. G. Kraige - Mecânica: Estática
  • Hibbeler - Mecânica para Engenharia: Estática
Escrito por: Micelli Camargo
Engenheiro Mecânico pela Universidade Federal de Itajubá - UNIFEI.
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